sexta-feira, 18 de novembro de 2011

O Sagrado no Cotidiano Pessoal

Projeto da EMIF Florival Alves Seraine      Eu e outro...


      Para: Fernanda

DINÂMICA :AMOR E VIDA


Peça que a turma fique em pares. Uma pessoa será a VIDA e a outra o AMOR.

AMOR – Oi! Pergunte para a vida qual o nome dela.
VIDA – Oi! Pergunte para o seu amor qual o nome dela.
AMOR – Oi! Demonstre para a sua vida que você está feliz. dê um abraço nela.
VIDA – Oi! Pegue nas mãos do seu amor.
AMOR - Oi! Pergunte para sua vida se ela tem outro amor.
VIDA – Oi! Pergunte para seu amor se ela tem outra vida.
AMOR – Oi! Pergunte para sua vida qual o significado do amor para ela.
VIDA – Oi! Comece a chorar.
AMOR – Oi! Não deixe sua vida chorar. Conforte-a.
VIDA – Oi! Você ficou triste, alegre-se.
AMOR – Oi! Não deixe sua vida escapar, segure-a pela mão.
VIDA – Oi! Liberte-se dessa dor. Vá em busca de outro amor.
AMOR – Oi! Pergunte para sua nova vida, qual o seu nome.
VIDA – Oi! Não seja ingrata. Demonstre que está feliz e abrace seu novo amor.
AMOR – Oi! Fale para sua nova vida que você está muito feliz em vê-la.
VIDA – Oi! Seu verdadeiro amor a chama. Volte para seu primeiro amor.
AMOR – Oi! Fale para sua vida que estava com muita saudade.
VIDA -- Oi! Fale para seu amor que está muito feliz em revê-lo.
AMOR – Oi! Bata palmas para sua vida.
VIDA – Oi! Bata palmas para o seu amor.
AMOR E VIDA – Oi! Batam palmas porque só assim podemos ver estas coisas que são muito importantes para o ser humano.

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O  SAGRADO  COTIDIANO



SAGRADO COTIDIANO surgiu um dia em que minha imaginação, nitidamente, em letras brilhantes, como um daqueles letreiros luminosos de restaurantes. Eu sequer sabia o que significava “sagrado cotidiano”, mas compreendi que esse seria o título de meu próximo livro.


Passaram-se dois anos e eu não escrevera uma só palavra.



Então, num dia em que me sentia particularmente desanimada, apareceu uma outra imagem nítida:


UMA TIGELA PARA RECOLHER ESMOLAS.


Na verdade, ela reapareceu.


Eu tinha lido Centerig, de M. C. Richards, há alguns anos. Era um livro a respeito da argila e da vida. Nele, Richards descevia Jean Genet, o dramaturgo francês, que havia dito que desejava percorrer o interior do país como um monge, levando nas mãos uma tigela para recolher esmolas, cheia do que necessitava para alimentar-se em sua vida.



SAGRADO COTIDIANO, e AGORA A TÍGELA PARA RECOLHER ESMOLAS.



Era óbvio que todos os que me conheciam sabiam que eu não era um monge, e que a simples idéia de mendigar nos constrange. A despeito disso, a imagem de uma tigela para recolher esmolas impressionou-me e aposso-se de meu coração.



A imagem da tigela de pedinte transformou-se na imagem do livro.


Tudo o que eu sabia a respeito de uma tigela para recolher esmolas era que todos os dias um monge sai com sua tigela vazia nas mãos. O que quer que seja colocado nela será seu alimento durante o dia.


Eu não sabia se eu era o monge, a tigela ou as coisas que a enchiam, ou as três coisas, mas confiava totalmente nas palavras e na imagem.


Naquele momento, sentia-me mais como a tigela vazia, esperando ser preenchida.



Dirigi-me para o computador, esperando escrever, mas as palavras não me ocorreram. Com o computador ainda ligado, caminhei – praticamente corri escada abaixo - para o estúdio um saco de dez quilos de argila, disposta a fazer minha primeira tigela para recolher esmolas. No momento em que minhas mãos tocaram a argila, lembrei-me de uma sábia e maravilhosa afirmação de M. C. Richards, feita h´muitos anos.


Não estamos modelando recipientes, mas a nós mesmos.”


Como o monge que sai com sua tigela vazia, preparei-me para observar o que cada dia me oferecia.


Comecei verificando. Da maneira como faria um pesquisador, o que eu fazia – todos os meus pensamentos, sentimentos e experiências que pudessem estar ligados ao sagrado cotidiano.



No entanto, de alguma maneira que ainda não me fora revelada, senti que uma conexão entre o SAGRADO COTIDIANO e a tigela PARA RECOLHER ESMOLAS.


Procurei “sagrado” no dicionário e encontrei: “aquilo que deve ser reverenciado”. Perto, estava “sacramento”: “uma prática considerada particularmente sagrada como sinal ou símbolo de uma realidade mais profunda”.


São coisas comuns, familiares, “que devem ser reverenciadas”?



Queria ver com uma visão diferente.



O que poderia ter havido desde o principio que eu não fora capaz? A que eu não dera importância?



Quando comecei a procurar, encontrei professores em toda parte. Alguns eram oficialmente chamados de “pessoas sábias”. Outros não, mas eram igualmente sábios. Lembranças do passado reapareceram, renovadas. Surgiram objetos com lições a serem ensinadas.

Aprendi com tudo e com todos.

O que vem a seguir são histórias, as pessoas e as experiências que encheram minha tigela – um registro da ligação dos pontos de minha busca do sagrado no dia-a-dia.





Referencias Bibliográficas



BANDER,Sue.O Sagrado Cotidiano. São Paulo;Paulinas,1998



Site Para Leitura e resumo dos texto: Budismo e Cristianismo





Vivemos em uma sociedade exclusivista...

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